terça-feira, 27 de maio de 2008

Revitalização da rua do Rosário em Luziânia Goiás é discutida em audiência pública

Por Arley da Cruz

Na última segunda-feira (26/05/2008), foi realizada na Câmara Municipal de Luziânia uma audiência pública que visa a revitalização da Rua do Rosário, via histórica da cidade. Os empreendedores do auto posto N.ª S.ª do Rosário, entre eles o vereador Beto Roriz, exibiram o projeto da revitalização da rua e a restauração da igreja do Rosário. A empresa Ábaco arquitetura foi contratada pelos empreendedores do posto e fez um exaustivo estudo das condições atuais do centro histórico da cidade e suas deteriorizações. O arquiteto urbanista Pedro Palazzo mostrou em exibições de slides o quanto é necessária a pronta recuperação da rua do Rosário e de suas imediações, inclusive a despoluição do rio Vermelho que passa ao fim da rua. Os presentes puderam ver que realmente existe uma preocupação com a restauração da igreja do Rosário e que segundo os estudos realizados sua restauração, diferente do que muitos talvez imaginem não será um fardo tão dispendioso. Segundo o Arquiteto Pedro Palazzo, Com um investimento de R$ 600.000,00 é possível realizar a restauração da igreja.
Estava presente no evento um técnico do Iphan e quando indagado sobre porque motivo não existe o apoio do Iphan na preservação do monumento histórico de Luziânia Goiás respondeu que “não tinha conhecimento de nenhum pedido da sociedade e nem dos meios públicos para a inclusão do centro histórico da cidade nos projetos financiados pelo Iphan do governo federal”. O posto N.ª S.ª do Rosário será construído bem em frente à igreja do Rosário e terá características coloniais.
O ministério público foi convidado para participar da audiência mas não se fez presente, por isso, no inicio da audiência o vereador Beto Roriz pediu para que se constasse em ata a falta do Promotor de Justiça de Luziânia Dr. Ricardo Rangel. O promotor que têm se empenhado em ações que visem a restauração do centro histórico, discorda, segundo o vereador Beto Roriz que as interferências sejam feitas sem que haja o apoio e consentimento do Iphan.
Para o diretor de cultura de Luziânia José Alfio, é ainda mais importante que se use os recursos para a restauração das casas tombadas pelo poder estadual. Ele sugere que se forme uma força tarefa que sirva como um “SOS CASARÃO” que esteja sempre a postos para cuidar das casas do centro histórico. A estudante de história Letícia sugeriu aos empreendedores que pensem na possibilidade da inclusão de um museu no projeto que contenha objetos e dados sobre o centro histórico.
Apesar da boa iniciativa havia apenas duas pessoas presentes na audiência que são moradoras da rua do Rosário. Eles expressaram sua preocupação com a construção do posto pois temem que haja um aumento do fluxo de veículos transitando nas vias que circundam o centro histórico e que isso cause ainda mais danos às suas casas e monumentos.
Foi-se destacada ainda a ausência dos membros da Agepel na audiência. Essa falta consequentemente trouxe a alguns a idéia de que os representantes ausentes da Agepel pouco se interessam pelo projeto de revitalização do centro histórico de Luziânia Goiás.

Um comentário:

carol disse...
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